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terça-feira, 28 de abril de 2009

Bicho do dia

Martim Pescador Verde (Amazon Kingfisher)
Chloroceryle amazona
foto retirada do site: http://farm3.static.flickr.com/2251/2332399996_880beff84c.jpg

O Martim pescador verde macho possui uma banda marrom avermelhada no peito enquanto a fêmea possui manchas verdes recobrindo o peito branco. São encontrados em galhos sobre lagos escondidos na vegetação e frequentemente são avistados em pontes. Quando avistam um peixe descem como um torpedo para pega-lo, então voltam para o lugar onde estavam pousados para saborear sua refeição. Podem parar no ar quando voam contra o vento. Quando fazem isso assumem uma posição característica: A cabeça olhando fixamente para baixo. Se avistarem um peixe descem como uma flecha certeira. Caso contrário abortam a pescaria e voam para um lugar melhor.
Avistado na baía da Baiazinha

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Bicho do Dia

Furão (Lesser Grison)
Galictis cuja
foto do site:

O Furão pertence a mesma família das lontras, os mustelídeos. É um animal que possui um corpo alongado, patas curtas com membranas interdigitais e garras curvadas e afiadas. Se alimenta de insetos e pequenos roedores, lagartos sapos, aves e ovos. É um animal que pode ser encontrado solitário, mas pode viver em grupo. São monogâmicos e vivem em família e onde os filhotes aprendem a caçar com os pais. Quando atingem as maturidade os filhotes saem procurando seus próprios territórios. São frequentemente encontrados perto da água, mas podem viver em ambientes abertos. Se abrigam em ocos de árvores, fendas nos barrancos ou buracos feitos por outros animais.

Avistado no Palma da Sede

domingo, 29 de março de 2009

Bicho da noite


Cobra cega/Cobra de duas cabeças/Anfisbena (Amphisbaena)

Esse animal possui 3 nomes que destacam características bastante interessantes:
1) Cobra Cega: cava túneis subterrâneos, utilizando sua cabeça em forma de cunha, passando a maior parte de sua vida no escuro caçando insetos vermes e pequenos mamíferos. A visão não é importante quando não se pode usá-la e assim, durante a evolução dessa espécie os olhos foram se atrofiando e ficando cada vez menores, sendo por isso chamada de cobra cega (Não é uma cobra, apenas se parece com uma)
2) Cobra de duas cabeças: A extremidade da cauda é arredondada e lembra uma cabeça. Como os predadores atacam a cabeça essa característica aumenta as chances de sobrevivência do animal
3) Anfisbena: É capaz de se movimentar com a mesma facilidade para frente e para trás, sendo por isso chamada de Amfisbena que significa prosseguir em ambas as direções em latim.

Avistada na estrada para a ponte do Paizinho

sexta-feira, 20 de março de 2009

Bicho do dia

Papa formigas vermelho (Rusty Backed antwren)
Formicivora rufa

O Papas Formiga Vermelho vive entre os arbustos baixos pulando habilidosamente entre os galhos a procura de aranhas, lagartas, opiliões. Seu nome pode parecer estranho já que o pássaro não se alimenta de formigas. Na verdade ele tem uma estratégia de caça muito interessante e as formigas são essenciais para uma caçada bem sucedida. As formigas correição formam verdadeiros exércitos que marcham pela floresta devorando tudo que encontram no caminho. Os insetos tentam fugir desesperadamente e são fácilmente observados quando estão em movimento. Atraído pelo barulho das formigas o Papa formigas vermelho se aproxima e pega os insetos que as formigas deixam escapar. Quando acha um grupo de formigas correição o Papa formigas vermelho emite um canto avisando outros papa formigas que um banquete está começando. Por isso respondem muito bem ao Play back.

Avistado nos arredores da Cordilheira

segunda-feira, 9 de março de 2009

Acontece porque é pra acontecer

Estava no início da minha semana de trabalho e antes de recebermos o nosso primeiro grupo de hóspedes o Didi (guia de campo) virou pra mim e disse: "Nós vamos ver 3 Onças nesse pacote!" e eu respondi: "A Onça Pintada é sempre fantástica, mas eu queria ver a Onça Parda!" Então começamos o pacote e estávamos somente com uma hóspede na Baiazinha. Ela não era muito interessada nas coisas e depois do segundo dia só se conseguia ouvir o barulho dos talheres dos pratos no meio da sala vazia. Faríamos focagem aquele dia e eu queria muito que a Onça aparecesse pra ter assunto na hora do almoço do dia seguinte. Antes de sair pra focagem o Thiago (gerente) falou para as estagiárias irem no passeio pra hóspede não se sentir tão sozinha. Então lá fomos nós! E vimos jacaré, lobinho, veado catingueiro, capivara, mas ela não se empolgava muito com nada. É meio chato quando isso acontece. Você até meio que torce pra pessoa não ver a Onça porque ela não vai dar o valor que Ela merece, mas na volta do passeio, quando estava passando o Silibim no meio da vegetação vi uma cabeça se levantando! Bati no teto do caminhão dizendo: "Onça! Onça!" mas quando o Didi parou Ela estava atrás de uma árvore! Pedi pra ele voltar um pouco e Ela continuava lá! Só com a cabeça pra fora! Mas foi rápido! Quando me virei pra perguntar se todos tinham visto adivinha a única pessoa no caminhão que disse "Não": A hóspede! Mas pela reação dela não ter visto não fez tanta diferença.
Encerrado esse pacote me dirigi para a Cordilheira onde recebi uma família de Holandeses muito bacana. Eram pessoas que se deslumbravam com tudo e mesmo se eles fossem embora sem ver a Onça eles iriam embora felizes. Esse tipo de pessoa normalmente merece ver o Bicho. O primeiro dia começou com uma caminhada matinal. Depois do almoço fizemos canoa e voltaríamos focando! Antes de sair com o caminhão vimos um lobinho! Estava do nosso lado! parecia que seria uma boa focagem... Mas o tempo foi passando, o caminhão foi andando a pousada estava chegando e não aparecia nada. Ficamos 40 minutos rodando sem nenhum bicho aparecer... Mas então vi dois olhos brilhando! Bati no teto do caminhão e o Didi (guia de campo) parou. Era grande demais pra ser um lobinho, pequeno para ser uma Onça... Decidi perguntar: "Que isso Didi? É Lobinho?" Ele respondeu: "Acho que é Veado Campeiro." Quando ele acabou de falar o Bicho começou a se mover! Era um felino com certeza! Olhei com o Binóculo e consegui ver a Onça! Era uma onça pintada, um filhote! E o bicho deu um show! Primeiro ficou parada ao nosso lado deixando a gente observar por um bom tempo depois começou a andar... Ligamos o motor e ela começou a correr paralela a nós. De repente fez uma curva e cruzou em frente ao caminhão! Paramos e a vimos entrar em um capão. Então esperamos... sem fazer som algum. Só se ouvia o coaxar dos sapos. Então após alguns minutos ela voltou e cruzou na nossa frente novamente! Bem devagar! se dirigiu para o outro lado onde havia uma mata... Foi então que vimos a mãe! Saiu em direção ao filhote! Mas a mãe é diferente, não tem pintas! Ela é marrom, ou como chamamos aqui: Parda! Foi Incrível! Três Onças (como o Didi havia dito): Uma Onça Pintada e Duas Onças Pardas (como eu havia pedido) em uma semana na estação de cheia! Tem coisa que acontece porque é pra acontecer!

terça-feira, 3 de março de 2009

Bichos da noite

Onça Parda, Suçuarana ,Leão da Montanha... (Puma, Cougar , Montain Lion...)
Puma concolor

A Onça Parda é é o quarto maior felino do mundo junto 2 m de comprimento do fucinho até a cauda. É uma excelente saltadora podendo chegar a 5 m de altura, 6 m de extenção e podem saltar para o chão de uma altura de 15 m!
É o mamífero terrestre com a maior distribuição no ocidente com 110 graus de amplitude. É encontrado desde o Canadá até o extremo sul da américa do sul. Devido a esse fato esse animal detem o recorde de maior quantidade de nomes populares no mundo! Só em inglês possui mais de 40!
É um predador de emboscada caçando uma variedade grande de presas dependendo do habitat em que se encontra. No Pantanal pode se alimentar de veados, capivaras, pequenos roedores e insetos. Está no ápice da cadeia alimentar, mas compete com a Onça por território aqui no Pantanal. Também preda o gado e ovelhas e por isso corre risco de entrar na lista dos animais ameaçados de extinção. Como a Onça Parda guarda a carcaça, os fazendeiros colocam veneno na carne do animal morto e quando a Onça se alimenta novamente acaba morrendo.

Mãe e filhote avistados na focagem na entrada da Pousada Cordilheira. Incrível!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar?

Onça (Jaguar)
Foto de Edson Rocha, Cabelo
Já era o terceiro dia de pacote e havíamos visto muita coisa! De manhã fizemos cavalo e à tarde fizemos canoa. No entanto, esse dia estava ruim, a temperatura era alta demais e os animais não estavam aparecendo. Saímos então para a focagem fazendo o circuito da Sede que é ótimo para ver Tamanduás (no período da seca), mas não vimos nenhum... Já estávamos quase no final do circuito e não havíamos visto nada! Aos nos aproximarmos da Ponte do Paizinho tive que resolver um dilema: Uma das atrações vendida pela agência são os olhos brilhantes dos jacarés na focagem. A Ponte do Paizinho é o último ponto em que podemos fazer isso! Mas eu sabia que a Onça estava rondando aquela ponte! Havia visto essa Onça na semana anterior cruzando a Ponte (O Gato Pintado cruzou a estrada) e o Didi (guia de campo) tinha avistado o Bicho no dia anterior a 200m da mesma Ponte! Como o dia estava muito quente e a estrada bordeava o lago existia a possibilidade Dela sair para beber água. Tinha que tomar uma decisão rápida! Ou Seguia o protocolo e parava para os olhos dos jacarés assustando qualquer coisa que estivesse por perto com a minha fala sobre eles ou quebrava o protocolo passando pelos jacarés e rezava para a Onça aparecer! Decidi arriscar, mesmo sabendo que a probabilidade de não vermos nada era muito grande! Ao passar pela Ponte já estava me arrependendo... Fiquei pensando "O Didi viu essa Onça ontem... É praticamente impossível avista-la novamente hoje. Ela tem um território muito grande pra defender e deve estar em outro lugar. Seria como um raio cair duas vezes no mesmo lugar..." Mas ele caiu! 20 segundos após passarmos pela Ponte a Onça pulou na frente do caminhão e começou a correr! Gritei "Jaguar! Jaguar! Jaguar!" me abaixei para os hóspedes poderem ver enquanto o caminhão seguia no encalço da Onça que estava a 15m de distância! Ela correu por 10 segundos até fazer uma curva brusca pra entrar na floresta! Foi sensacional! Depois desse dia fica comprovado: um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Bicho do dia


Gato mourisco (Jaguarundi)
Puma yagouaroundi

Um felino diferente dos demais: possui corpo alongado e pernas curtas, pupila circular indicando hábitos diurnos. Possui uma cauda muito comprida (40 cm) em relação ao seu corpo (65 cm). Possui dois tipos de pelagem: vermelho e preta acinzentada. Durante algum tempo se pensou ser duas espécies diferentes, mas hoje se sabe que numa mesma prole podem ser encontrados gatos com as duas pelagens. Antigamente os indivíduos com pelagem vermelha eram chamados de Eyras enquanto os de pelagem preta eram conhecidos como Jaguarundis. Hoje as duas versões são conhecidas como jaguarundi ou gato mourisco.
É um animal que vive próximo à água e é um excelente nadador, sendo por isso chamado de Otter cat (gato lontra) em alguns lugares. Quando está caçando procura presas no chão, dando preferência para aves, mas também se alimenta de roedores, lagartos sapos e peixes. Sua pelagem não tem grande valor comercial e por isso não está na lista dos animais ameaçados. No entanto o desmatamento e a consequente perda de habitat pode levar esse extraordinário felino a extinção.

Avistado na estrada para Bodoquena

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bicho do dia


Socoí Vermelho (Least Bittern)

O menor socó da América do Sul podendo medir 28 cm. Apesar de comum é muito difícil de ser avistado devido ao seu comportamento: Procura por peixes ou insetos entre a vegetação aquática. Se sente uma ameaça coloca seu bico para cima vira seus olhos em direção a ameaça e balança de acordo com o vento, ficando semelhante a um galho. É uma ave migratória encontrada do norte dos EUA até a Argentina.
Avistado na Baía da Sede

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Bicho do dia

Águia Pescadora (Osprey)
Foto do site: www.miguellasa.com

A Águia Pescadora é uma ave migratória que transita entre a América do Norte e a América do Sul. Tem um jeito único de pescar: fica rodeando um rio ou uma baía descendo constantemente em vôos rasantes para peneirar a superfície com as garras afundadas na água. Quando encosta em um peixe o agarra e pousa em um poleiro para comê-lo. A Águia Pescadora quase entrou em extinção após a Segunda Guerra Mundial com o início do uso de pesticidas organoclorados (como o DDT) que atingiam os lençóis freáticos, contaminavam os peixes e depois as aves. Com a proibição do uso desses pesticidas a população voltou a aumentar e hoje ela não está mais em risco.

Avistada no Rio Aquidauana